1ª temporada – Impressões
27/12/2008
Atenção: contém spoilers
A temporada de estréia só teve 6 episódios e serviu mais para apresentar os agentes do MI5 e seu trabalho no combate das ameaças à segurança nacional, tais como ativistas anti-aborto, nacionalistas de extrema direita ou até mesmo ex-agentes que se voltaram contra seus superiores. E, de cara, somos apresentados a Tom Quinn, o líder da equipe de campo da Seção D, que tenta conciliar seu trabalho no serviço secreto com a vida pessoal.
A série causou furor ao mostrar que qualquer um pode morrer — o que dá a ela um senso de realismo que não se vê em muitos programas. Afinal, o serviço secreto é um trabalho perigoso e a qualquer momento alguém poderia ser descoberto e eliminado. E logo no segundo episódio, em que a equipe tenta se infiltrar em um grupo nacionalista, o paranóico líder mata uma das agentes na frente de Tom, que é obrigado a assistir a tudo sem revelar nada — o dever vem em primeiro lugar, por mais chocante que possa parecer. Porém, logo vemos que ele não é tão frio quanto aparenta. A cena da morte da agente foi tão violenta — apesar de boa parte ter sido mais sugerida do que mostrada — que a BBC recebeu várias reclamações na época.
Esta temporada contou com a participação de atores como Hugh Laurie, no papel de um superior de Harry (tão chato quanto o médico que o tornaria famoso anos mais tarde) e Anthony Head (o Giles de Buffy, a Caça-Vampiros), como um agente que virou a casaca e que se recusa a abrir mão de seus ideais, preferindo morrer a entregar seus companheiros. Outros atores conhecidos também marcariam sua presença na série nas temporadas seguintes, como Alexander Siddig (A Cruzada), Ian McDiarmid (Star Wars), Andy Serkis (O Senhor dos Anéis) e Lindsay Duncan (Roma).
[...] também extraoficiais. E, numa breve participação, Matthew MacFaddyen retorna à série como Tom Quinn para cumprir esta [...]