Episódio 10×04
11/12/2011
Extremistas islâmicos estão preparando ataques suicidas a Londres. Até aí nada muito original, tanto na escolha dos antagonistas como na ameaça em si, mas o episódio desta semana remete a um excelente episódio da segunda temporada, em que Tom Quinn e sua equipe tentam evitar um ataque similar, contando também com a ajuda de um dos terroristas.
E há muito não se via na série um pouco de suspense e tensão, com os agentes correndo contra o tempo para evitar o pior e, desta vez, com um ingrediente a mais para incrementar o drama, trazendo-o para um patamar pessoal.
Erin, que já demonstrou certa relutância em envolver os informantes do MI5 em situações de risco, mais uma vez se vê forçada a colocar seus princípios de lado em nome do dever.
Para piorar, o informante, que é forçado a carregar uma bomba amarrada ao corpo, revela que não só a filha dele, como também a filha de Erin está nas mãos dos terroristas, o que força ambos a deixarem que o atentado aconteça, sendo que o informante deverá sacrificar sua própria vida e Erin deverá assistir a tudo sem poder fazer nada.
O clímax do episódio, que acontece em um dos cartões postais da cidade, intercalado com cenas de Dimitri invadindo o cativeiro a tempo de salvar a filha dela foi digno dos tempos em que Spooks estava em seu auge. O informante acaba perdendo sua vida, morto por agentes do MI5, sob ordens de Harry. Erin só pôde assistir à morte dele sem saber, até o último instante, se sua filha estava viva ou não.
E a nova líder de campo da Seção D revelou que não é tão dura quanto quer que os outros acreditem que ela é. Sua personagem retratou bem a dificuldade de equilibrar os dois papéis, o de agente do governo, que se arrisca todos os dias e o papel de mãe, tal qual Fiona Carter anteriormente.
De volta ao Grid, Harry pede a ela que reveja sua decisão de deixar o cargo, pois ele lhe diz que precisa de agentes como ela, que ainda trazem consigo um pouco de humanidade.
Enquanto isso o affair envolvendo Harry, os Gavriks e a CIA continua, com um atentado fracassado contra a vida de Elena Gavrik, trazendo ainda mais revelações sobre o passado de Harry e colocando-o em uma posição ainda mais delicada frente a seus colegas e superiores, sem falar em relação à Ruth, que aceita o convite do Secretário Towers para trabalhar como conselheira de assuntos ligados a segurança e aos serviços de inteligência. Harry não se decide em relação à Ruth e sua situação com Elena não ajuda em nada…
Texto publicado originalmente no Teleséries.

